Santana do Maranhão – 30 e 01 de dezembro.

Dezembro 4, 2008

Chegamos em Santana em um domingo, e logo percebemos que era uma area turistica pelo rio Magu e os bares em sua volta. Nesse local preferimos trabalhar de uma maneira totalmente autônoma, sem nenhum contato com as autoridades locais. Fizemos uma primeira atividade de grupo em uma area peri-urbana, onde conhecemos duas moças que trabalham na radio evangelica local. Para combater os maiores obstaculos identificados na atividade, o conformismo e individualismo, e nos ajudar na pesquisa, elas se comprometeram em iniciar uma discussão através da radio sobre o que tem que mudar no Brasil para a vida delas dar uma melhorada.

Atividade de grupo em Santana do Maranhão/MA.

Atividade de grupo em Santana do Maranhão/MA.

Árvore utilizada na atividade em Santana do Maranhão/MA.

Árvore utilizada na atividade em Santana do Maranhão/MA.

Almoçamos no sabor da terra, restaurante do Cearense e torcedor do Ceará, que passava o dia todo ouvindo a rádio do Ceara. Era um autêntico pedaço do Ceará em pleno Maranhão, com direito a uma soneca na rede depois da refeição.

Nos dirigimos ao outro lado do município, onde paramos em duas casas de palha no povoado da Santana Velha. Lá conhecemos um pescador que largou sua vida em São Luis para trabalhar na agro-industria financiada pelo governo federal, mas que se encontra hoje desativada. Segundo ele, isso aconteceu por causa de desvio de verbas da prefeitura e o presidente da associação. Ele depois nos levou ao outro lado de Santana Velha, que é ainda mais carente e desassistida. Entrevistamos moradores que nos mostraram seus candeeiros que usam todas as noites pela falta de energia eletrica.

Morador mostra agroindústria desativada em Santana Velha, Santana do Maranhão/MA.

Morador mostra agroindústria desativada em Santana Velha, Santana do Maranhão/MA.

Morador de Santana Velha que nos dias atuais ainda utiliza seu candeeiro.

Morador de Santana Velha que nos dias atuais ainda utiliza seu candeeiro.

Para jantar, carne novamente, ao som do DVD ao vivo de Vitor e Leo, o maior sucessso de toda a região. No outro dia de manhã, partimos para novas historias e conhecemos uma familia de agricultores que trabalhava na sua casa de farinha. Lá o almoço foi o carangueijo vindo diretamente da nossa proxima parada: Araioses. Novamente o tema da discussão ficou em volta dos projetos mal implementados, gerando divida, frustração e desilusão.

Após essa atividade, conhecemos duas mulheres muito fortes: uma aposentada carregando tijolos na cabeça para construir sua própria casa, e uma jovem mãe que perdeu seu primeiro filho por falta de hospital na região. No caminho de volta, passamos na prefeitura para conseguir alguns dados basicos do municipio e nos batemos com o secretario de agricultura. Perguntamos a ele sobre os projetos de incentivo ao produtor que deram errado no municipio, ele nos respondeu dizendo que era culpa de uma certa cultura do pequeno produtor e falta de organização deles. Saimos de Santana com a impressão do municipio como bastante agradavel e com pessoas que tentam produzir se envolvendo em diferentes iniciativas. Mas elas também aparentavam bastante calejadas pelos projetos frustrados. Partimos no fim da tarde para Araioses.

Construindo a casa, Santana do Maranhão/MA.

Construindo a casa, Santana do Maranhão/MA.

Moradora do Riachão que contruia sua própria casa aos 67 anos de idade.

Moradora do Riachão que contruia sua própria casa aos 67 anos de idade.

Trabalhador, Santana do Maranhão/MA.

Trabalhador, Santana do Maranhão/MA.

Moradora de Santana do Marahão que perdeu o primeiro filho por falta de hospitais.

Moradora de Santana do Marahão que perdeu o primeiro filho por falta de hospitais.

Santana do Maranhão/MA.

Santana do Maranhão/MA.

Luta para ser mãe, Santana do Maranhão/MA.

Luta para ser mãe, Santana do Maranhão/MA.

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3 Respostas to “Santana do Maranhão – 30 e 01 de dezembro.”

  1. rafael Says:

    meu deus onde isso vai parar o proprio prefeito e o presidente com frautio .

  2. rafael Says:

    meu deus em uma cidade tão cheia de riqueza tanta gente passando fome, e oprefeito não faz nada.

  3. Daiana Says:

    esta cidade tão cheia de riquesas e falta tudo.a saude é mais precaria de tudo ainda esixte mulheres que morrem de parto no hospital.por falta de capacitação e materiais,remédios e ambulância… Onde estar o dinheiro do ministério da saúde pra esta cidade??Onde estar o prefeito que não mostra uma administração pelo menos básica de humanidade..as pessoas que moram ai são seres vivos como vocês ai que tem o poder. Elas precisam de saúde adequada e uma boa educação..


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