Ipixuna, 17-18 de Dezembro.

Dezembro 24, 2008

Vista aérea de Ipixuna.

Vista aérea de Ipixuna.

Por não haver mais vôos para Cruzeiro do Sul de Rio Branco no dia 16, tivemos que programar nossa estadia em Ipixuna por apenas uma noite. Chegamos lá as 4 da tarde do dia 17 e tinhamos que sair no dia seguinte as 11 da manhã. Decidimos por  uma estratégia meramente urbana, focando as atividades nos bairros mais carentes da cidade. Deixamos as malas na pousada, e fomos direto a casa dos indios na cidade. Quando vão para Ipíxuna, os indios Kolina ficam nessa casa disponibilizada pela prefeitura. A situação foi bastante chocante: indios consumindo bebidasalcóolicas, quartos escuros e com varias redes penduradas, sem banheiro e nenhum lugar para cozinhar. A atividade de grupo funcionou muito bem, e foram varias as necessidades identificadas. Mas as mais votadas foram um barco maior para melhorar o transporte entre a aldeia e a cidade, e melhor estrutura para a casa dos indios em Ipixuna, com fogão, luz e geladeira.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índios Kolina.

Índio Kolina Corinthiano.

Índio Kolina.

À caminho do multirão.

À caminho do Multirão.

Ainda no mesmo dia fomos para o Mutirão, area onde o governo construiu algumas casas na época que os seringais fecharam para alojar os novos moradores da cidade. Ali conversamos com 2 jovens que nos contaram das dificuldades de encontrar um emprego ou fazer uma faculdade. Mas nos contaram com bastante orgulho do grupo de jovens que eles fazem parte. Marcamos para o dia seguinte um encontro com eles. Para dificultar ainda mais nosso trabalho, começou a chover. E não era uma chuvinha londrina, era uma super chuva tropical, não havia nehuma condição de continuar trabalhando.

À caminho do Multirão.

À caminho do Multirão.

Bairro do Multirão.

Bairro do Multirão.

Bairro do Multirão.

Bairro do Multirão.

Bairro do Multirão.

Bairro do Multirão.

No dia seguinte acordamos cedo e visitamos mais alguns bairros carentes de Ipixuna. Muitos nos contaram da dificuldade de construir uma casa, como em Jordão. A produção de tijolo é pequena e a madeira é muito cara. Mas em Ipixuna não aparentava ser tão dificil como em Jordão: muitas ruas asfaltadas, muito investimento no esporte com quadras, campo e ginásio. As produções das familias eram mais diversificadas, incluindo até produção de açaí. Para completar, terminamos nossa ultima atividade com o grupo de jovens. Eles fora surpreendentes, falaram sobre a necessidade dos mais carentes de exporem suas ideias e sobre o respeito entre as classes sociais. Eles nos contaram como andam resgatando jovens que consumiam drogas, mas que seu grande desafio agora é conquistar oportunidades após o termino do segundo grau. Para terminar nossa viagem com um encontro inusitado, o filho de um missionario alemão nos esperava no aeroporto e nos perguntava se tinhamos um emprego para ele. Ele veio com o pai para levar Jesus aos indios.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Periferia de Ipixuna.

Foram 10 municipios, 20 atividades de grupo, 100 entrevistas e milhares de fotos! Uma experiencia incrivel e única, conhecendo alguns dos cantos mais escondidos desse nosso Brasil. Vamos dar prosseguimento ao Blog, escrevendo as novidades com relação ao material produzido. E os deixamos com uma das frases mais citadas durante nossa viagem:

Uma andorinha só não faz verão!